A verdadeira e a falsa certeza de salvação
- Pastor Glauco Barreira M. Filho

- há 5 dias
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Crédito da imagem: Heberth Ventura
“Quem crê no Filho de Deus em si mesmo tem o testemunho..” (I João 5: 10)
“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8: 16)
A Bíblia nos fala claramente da possibilidade de o homem ter certeza pessoal e interior da salvação, mas também fala de muitos que serão confundidos na vinda do Senhor, isto é, daqueles que pensavam ter certeza, não sendo salvos de fato (Mateus 7: 21- 23).
É possível um auto-engano, daí Paulo dizer: “não vos enganeis” (I Cor. 6: 10). Os que não crêem na absoluta inspiração da Bíblia, sua infalibilidade e inerrância, não podem crer absolutamente em sua promessas, logo não podem reivindicar salvação (I Tess. 2: 13). Aqueles que acham que alguém pode ser salvo sem o conhecimento do evangelho e a fé em Cristo, também não podem ser salvos. Se crêem na salvação pelas obras ou por nunca alguém ter ouvido o evangelho, não crêem na absoluta necessidade de Cristo para a Salvação (Romanos 10: 13 – 17; Atos 4: 12). Ora, se o que crer em Cristo, mas acha que precisa de uma cerimônia complementar para ser salvo, está condenado por não crer só em Jesus (Gálatas 5: 2 e 4), quanto mais alguém pode ser salvo só pelas obras (Gálatas 2: 16) ou pela ignorância (Romanos 2: 12; II Tessalonicenses 1: 8). Paulo diz que os judeus queriam ser salvos pelas obras (Romanos 9: 31-33), não necessariamente por obstinação, pois muitos tinham ZELO DE DEUS, EMBORA SEM ENTENDIMENTO (Romanos 10: 1 e 2)), o que não os isentava de culpa diante de Deus. Aquele que não crer na absoluta fidelidade da Escritura (como condição de crer de forma absoluta em suas promessas), que não crer na fé em Cristo como condição indispensável de salvação, não pode sequer ser salvo.
Não é salvo também aquele que afirma ter fé, mas não produz obras (Mateus 7: 16-20). O que foi regenerado pratica obras de piedade (santidade pessoal) e misericórdia (santidade social), mas não se confia a elas para ser alguma coisa diante de Deus ou dos homens. Também não se orgulha da sua humildade. O que foi regenerado não é vencido pelos pecados, como se devesse cair neles de quando em quando (Romanos 6: 14; I João 3: 9). A capacidade de não se deter em pecados específicos prova a salvação.
Muitos, todavia, que conheceram o evangelho e pensaram ser crentes, mas nunca foram salvos, voltaram aos seus pecados (II Pedro 2: 20-22). No início da queda, se sentiram culpados, mas, aprofundando no mal, cauterizaram a consciência (I Timóteo 4: 2). Confundiram a falta de acusação da consciência com a paz de Deus, e, por isso, julgam-se salvos.
Há aqueles que vivem no pecado e na heresia, apesar de conhecerem a verdade, mas se gloriam como se fossem salvos, porque estão prosperando nos negócios e não sentem qualquer sinal de desaprovação de Deus. Não sabem que Deus só disciplina os filhos e não os bastardos (Hebreus 12: 7 e 8).
Conheço uma pessoa que está em pecado deliberado contra Deus. Abandonou sua família e negou várias verdades do evangelho. A pessoa, entretanto, reconhece sua desobediência, mas declara conscientemente que não vai obedecer. Ela, então, disse a um irmão que sabia pela Bíblia que ia para o inferno, mas que sentia no coração tranqüilidade que a fazia pensar que ia para o céu. Os indicativos, todavia, são de que essa pessoa pecou contra o Espírito Santo (Hebreus 10: 26). O Espírito de Deus desistiu dela. Ela não sente mais tristeza pelos pecados. Não anela o céu, nem teme o inferno, pois tais sentimentos vêem pelo Espírito Santo. Aliás, quando Charles Finney se converteu, ele ficou preocupado por um breve tempo com a paz que sentiu, pois indagou se ela não poderia significar que havia pecado contra o Espírito Santo.
Precisamos estar certos que a voz em nosso coração é de Deus e não a nossa. Para isso, busquemos a cada dia a vontade de Deus, façamos o que ele diz, amemos o seu povo e a sua palavra.
“Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição” (II Pedro 1: 10)
Pr. Glauco Barreira M. Filho




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