Recuperando o Evangelho contra os Erros de Roma
- Heberth Ventura

- 1 de jan.
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Atualizado: 2 de jan.

Crédito da imagem: Heberth Ventura
Muitos sugerem hoje que as diferenças entre a fé evangélica e o catolicismo romano são apenas mal-entendidos semânticos. Dizem que ambos cremos na "graça" e na "fé". No entanto, quando analisamos o significado desses termos, descobrimos um verdadeiro abismo teológico. Roma utiliza as mesmas palavras que nós, mas as redefiniu de tal forma que o fundamento da nossa salvação é alterado drasticamente. Assim, não estamos lidando com questões secundárias, mas com a suficiência da obra de Cristo e a autoridade exclusiva das Escrituras.
O erro fundamental do catolicismo começa na definição de graça. A igreja de Roma afirma que a graça é uma "qualidade" colocada dentro do homem para capacitá-lo a realizar obras que mereçam a vida eterna. No entanto, a Bíblia apresenta a justificação como sendo um ato gratuito e jurídico de Deus, onde a justiça de Cristo é creditada (imputada) ao pecador.
Paulo disse aos Romanos: “SENDO JUSTIFICADOS GRATUITAMENTE PELA SUA GRAÇA, pela redenção que há em Cristo Jesus.” (Romanos 3.24)
Deus justifica o ímpio com base na justiça de Outro, e não naquele que se tornou piedoso por rituais. A Escritura faz uma distinção clara: se a salvação depende de obras ou de algo em nós, a graça deixa de ser graça. A nossa justiça não é algo que produzimos, mas a própria perfeição de Cristo que nos veste como um manto.
“Mas, àquele que NÃO PRATICA, MAS CRÊ naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.” (Romanos 4.5)
Outro ataque direto à suficiência de Cristo é a doutrina da Missa. Roma ensina que a Missa é um sacrifício real onde Cristo é oferecido novamente (renovação) pelos pecados. Isso nega, na prática, o brado de vitória de Jesus na cruz: "Está consumado". Contra a repetição diária de rituais do romanismo, a Palavra de Deus afirma que o sacrifício de Jesus foi único, perfeito e final. Aos Hebreus, Paulo escreveu: “E, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado.” (Hebreus 10.18)
Se o sacrifício precisasse ser repetido, ele seria insuficiente. Mas a Bíblia garante que Jesus, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que são santificados. A repetição da missa dos romanistas sugere que a cruz falhou, mas a Escritura declara que Ele se ofereceu uma única vez para sempre, eliminando a necessidade de novos sacrifícios de propriciação.
“Porque com UMA SÓ OBLAÇÃO aperfeiçoou para sempre os que são santificados.” (Hebreus 10.14)
A fé bíblica é uma entrega total e exclusiva aos méritos de Jesus. Roma, porém, exige a aceitação intelectual de todos os seus dogmas e a submissão ao Papa como condição para a salvação. A fé salvadora contida nas Escrituras não é submissão a uma instituição humana, mas uma confiança pessoal e sem reservas na Pessoa de Jesus Cristo.
Ao carcereiro, Paulo estabeleceu o que o evangelho simples de Cristo exige: “E disse-lhes: CRÊ NO SENHOR JESUS CRISTO E SERÁS SALVO, tu e a tua casa.” (Atos 16.31)
A simplicidade do verdadeiro Evangelho remove qualquer intermediário religioso que o sistema romano tenta colocar entre a alma do homem e o Salvador. O propósito da Palavra de Deus é que creiamos em Jesus para termos vida, sem a necessidade de acréscimos eclesiásticos ou méritos humanos.
A Bíblia é clara quanto a isso: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.” (Gálatas 2.16)
Assim como os judaizantes no tempo de Paulo, o catolicismo tenta adicionar obras e rituais à fé. O apóstolo escreveu aos Gálatas para advertir que adicionar qualquer coisa à obra de Cristo é pregar um falso evangelho. Se pudéssemos nos justificar por sacramentos, penitências ou esforços, a morte de Cristo teria sido inútil e totalmente valor. Ele disse aos Gálatas de forma contudente: “Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu em vão.” (Gálatas 2.21)
Tentar completar a salvação através do esforço humano é uma insensatez que separa o homem da graça salvadora. Quem busca ser aceito por Deus através de suas próprias práticas religiosas acaba perdendo o Cristo que justifica gratuitamente. O Evangelho bíblico não aceita misturas: ou a salvação é inteiramente por Cristo, ou não há salvação de forma alguma “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.” (Gálatas 5.4)
Por fim, o resultado prático da teologia de Roma é a incerteza e o medo, pois a salvação passa a depender de uma cooperação humana que nunca é perfeita. Para nós evangélicos, a glória do Evangelho é a segurança baseada na Palavra de Deus. Podemos descansar porque não há mais condenação para os que estão em Cristo. A justificação bíblica traz paz imediata com Deus, pois não se baseia no que fazemos, mas tão somente no que já foi feito por nós na cruz.
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;” (Romanos 5.1)
Heberth Ventura




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